segunda-feira, 19 de agosto de 2013

FLORES

FLORES

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

O órgão reprodutor das plantas superiores é a flor, que só pode atingir toda a sua perfeição nas angiospermas. Uma flor completa de cliocotedonea, por exemplo, é o ápice de um ramo particular, o pedúnculo floral, em cuja axila se desenvolve uma folha reduzida, a bráctea floral. 

Esse ápice forma primeiramente um botão fechado, que permite ver apenas as sépalas, peças verdes do invólucro protetor. Por ocasião da eclosão, ou floração, as sépalas separam-se e dispõem-se em cálice para sustentar uma corola perfumada e colorida, formada de pétalas.
Estrutura da flor


Acima desse conjunto estéril (ou perianto), erguem-se uma ou duas coroas de estames – órgãos masculinos, produtores de pólen – que cercam a parte superior do órgão feminino, ou pistilo.

Esse pistilo é em geral formado por uma coluna encimada por um ou vários estigmas para a receção do pólen – de outra flor ou espécie – em cuja base se encontra o ovário, ou futuro fruto.

O ovário, oriundo da união mais ou menos completa de vários carpelos, pode ser, do mesmo modo que outras peças florais, implantado livremente no receptáculo, formado pelo ápice alongado do pedúnculo. Nesses casos é dito livre ou supero.

Não é menos frequente que as peças que o cercam se unam às suas paredes e só se separarem acima dele. Nesses casos é aderente ou ínfero.

simetria axial


A flor é geralmente regular – simetria axial – mas pode adquirir uma simetria bilateral superimposta, ou flores zigomorfas; papilionáceas, labiadas, compostas. As flores das monocotiledóneas podem corresponder à descrição acima, com a diferença de um detalhe: as sépalas são coloridas e idênticas à pétalas, como exemplo: tulipa, lírio, etc.

Existem sem dúvida, particularmente entre as árvores, numerosas espécies com flores, muito pouco visíveis, de perianto reduzido ou inexistente, e, muitas vezes, unissexuadas, sendo sua polinização assegurada sobretudo pelo vento. Ao contrário, são os insetos que transportam o pólen das flores coloridas e perfumadas, cuja secreção açucarada (néctar) os atrai.


formação do fruto - laranja

Após a polinização, a for murcha, isto é, tudo se resseca, exceto o ovário, e, por vezes o receptáculo, que se transformará no fruto. A maneira segundo a qual são agrupadas as flores de um mesmo pé é a inflorescência.

A flor é uma estrutura de crescimento determinado que é composta por folhas modificadas, quer estrutural quer funcionalmente, com vista à realização das funções de produção dos gametas e de proteção dos mesmos, através dos antófilos.

O caule caracteriza-se por um crescimento indeterminado. Em contraste, a flor apresenta um crescimento determinado, já que o seu meristema apical para de se dividir mioticamente depois da produção de todos os antófilos ou peças florais.

As flores mais especializadas têm um período de crescimento mais curto e produzem um eixo mais curto e um número mais definido de peças florais em relação às flores mais primitivas.

A disposição dos antófilos sobre o eixo, a presença ou ausência de uma ou mais peças florais, o tamanho, a pigmentação e a disposição relativa das mesmas, são responsáveis pela existência de uma grande variedade de tipos de flores.

diversidade - flor de maracujá


Tal diversidade é particularmente importante nos estudos filogenéticos e taxonómicos das angiospérmicas. As interpretações evolutivas dos diferentes tipos de flores têm em conta os aspetos da adaptação da estrutura floral, particularmente aqueles que estão relacionados com a polinização, a dispersão dos frutos e das sementes e a proteção das estruturas reprodutoras contra os predadores.

Com mais de 250 mil espécies, as angiospérmicas formam um grupo taxonómico com sucesso evolutivo, que comporta a maior parte da flora terrestre existente. A flor é a característica que define o grupo e é, provavelmente, um fator-chave no seu êxito evolutivo. E está unida ao caule por uma estrutura denominada pedicelo, que se dilata na sua parte superior para formar o recetáculo floral, no qual se inserem as diversas peças florais. Essas peças florais são folhas modificadas que estão especializadas nas funções de reprodução e de proteção.

sistema de reprodução angiospérmico - da flor ao fruto percebe-se claramente a formação do fruto a partir da flor Exemplos mais comuns: maçã, maracujá, laranja, uva, pera, morango, banana, ameixa

De fora para dentro de uma flor típica de angiospérmica podem ser encontradas peças estéreis, com função de proteção, e que são compostas por sépalas e pétalas. Por dentro das pétalas dispõem-se as denominadas peças férteis, com função reprodutiva, e que são compostas por estames e carpelos.

Os carpelos das angiospérmicas são, em relação aos carpelos dos seus ancestrais, uma estrutura inovadora, já que pela primeira vez na linhagem, encerram completamente o óvulo, de forma que o pólen não cai diretamente no óvulo (como nas gimnospérmicas), mas numa nova estrutura do óvulo chamada estigma, que recebe o pólen e estimula a formação do tubo polínico que se desenvolverá até ao óvulo para produzir a fecundação.

A flor das angiospérmicas é uma estrutura complexa, cujo plano organizacional se encontra conservado em quase todas as angiospérmicas, com a notável exceção de Lacandonia schismatica (Triuridaceae) que apresenta os estames em posição central rodeados dos carpelos.

arquitetura floral

Esta organização tão pouco variável não indica de modo algum que a estrutura floral se encontra conservada através das diferentes linhagens de angiospérmicas. Pelo contrário, existe uma tremenda diversidade na morfologia e fisiologia de todas e cada uma das peças que compõem a flor, cuja base genética e adaptativa está a começar a ser compreendida em profundidade.

Foi sugerido que existe uma tendência na evolução da arquitetura floral, desde um plano "aberto", no qual as variações são determinadas pelo número e disposição das peças florais, até um plano "fechado", no qual o número e disposição das peças são fixados.

Em tais estruturas fixas, as elaborações evolutivas ulteriores podem ter lugar através da concrescência, ou seja, por meio da fusão ou estreita conexão das diferentes partes.

bananeira em flor

O plano de organização "aberto" é comum nas angiospérmicas basais e nas primeiras eudicotiledóneas, enquanto que o plano de organização "fechado" é a regra no clado Gunneridae (ou eudicotiledóneas nucleares) e nas monocotiledóneas.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

fonte das imagens: Google Imagens e Ana e Mauro - o Blog da Biologia na Web

terça-feira, 6 de agosto de 2013

PLANTAS

Plantas

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro


A existência de tantos tipos diferentes de plantas e animais é devida ao processo de evolução. Apesar de ainda estar longe de ser compreendida, e evolução é o resultado de variação, que se deve principalmente a mutações (alterações em geral pequenas, mas específicas, do material genético). Potencialmente, as plantas são capazes de uma considerável variação, mas a maior parte desse potencial é suprimida pela seleção natural (sobrevivência dos maus aptos).

Por outro lado, a seleção natural pode favorecer o mutante, que pode suceder à espécie original ou separar-se dela. Assim, novas espécies formam-se lentamente, com a extinção de uma espécie ou de outra eliminando a ligação direta entre elas. É o processo de extinção ao longo de milhões de anos que separa grupos inteiros de plantas, de forma a tornar difícil compreender como elas estão relacionadas entre si.

Em termos humanos, isto pode ser explicado melhor pelos “elos desaparecidos”. Podemos supor e provar que descendemos de uma espécie qualquer de antropoide, mas as espécies intermédias estão extintas.

Metaphyta

O Reino Plantae, Metaphyta ou Vegetabilia (Vegetal) é um dos maiores grupos de seres vivos na Terra (com cerca de 400.000 espécies conhecidas, incluindo uma grande variedade de ervas, árvores, arbustos, plantas microscópicas, etc.). São, em geral, organismos autotróficos cujas células incluem um ou mais organelos especializados na produção de material orgânico a partir de material inorgânico e da energia solar, os cloroplastos.

No entanto o termo planta, ou vegetal, é muito mais difícil de definir do que se poderia pensar. Lineu definiu o seu reino Plantae incluindo todos os tipos de plantas "superiores", as algas e os fungos. Depois de se descobrir que nem todas eram verdes, passou-se a definir planta como qualquer ser vivo sem movimentos voluntários. Aristóteles dividia todos os seres vivos em plantas (sem capacidade motora ou órgãos sensitivos), e em animais - esta definição foi aceita durante muito tempo. No entanto, nem esta definição é muito correta, uma vez que a sensitiva (Mimosa pudica, uma leguminosa), fecha os seus folíolos ao mínimo toque, entre outras causas, como o fim do dia solar.

Algas euglenophytas

Quando se descobriram os primeiros seres vivos unicelulares, eles foram colocados, em termos gerais, entre os protozoários quando tinham movimento próprio. As bactérias e as algas foram colocadas noutras divisões do reino Plantae – no entanto, foi difícil decidir a classificação, por exemplo, de algumas espécies do gênero Euglena, que são verdes e altamente móveis.

A classificação biológica mais moderna – a cladística – procura enfatizar as relações evolutivas entre os organismos: idealmente, um táxon (ou clado) deve ser monofilético, ou seja, todas as espécies incluídas nesse grupo devem ter um antepassado comum. Pode-se, então, definir o Reino Viridaeplantae ("plantas verdes") ou apenas Plantae como um grupo monofilético de organismos eucarióticos que fotossintetizam usando os tipos de clorofila "A" e "B", presente em cloroplastos (organelos com uma membrana dupla) e armazenam os seus produtos fotossintéticos, tal como o amido.


Processo da Fotossíntese

As células destes organismos são, também, revestidas duma parede celular constituída essencialmente por celulose. De acordo com esta definição, ficam fora do Reino Plantae as algas castanhas, as algas vermelhas e muitos seres autotróficos unicelulares ou coloniais, atualmente agrupados no Reino Protista, assim como as bactérias e os fungos, que constituem os seus próprios reinos. Cerca de 300 espécies conhecidas de plantas não realizam a fotossíntese, sendo, pelo contrário parasitas de plantas fotossintéticas.

Mas o que é afinal uma planta?

Esta é uma pergunta simples, que não tem uma resposta simples. É fácil dizer que uma planta é verde, que tem caule, ramos, raízes e folhas; que não se move e que cada uma de suas células é rodeada por uma parede de celulose. Todavia, podemos encontrar numerosas exceções a todos estes pontos. Primeiramente, nem todas as plantas são verdes e, algumas são incolores e dependem de outros organismos vivos para obterem seu alimento, enquanto outras aparecem pardas, amarelas ou vermelhas, graças à presença de outros pigmentos. Não restam dúvidas de que os caules, as raízes e as folhas são órgãos típicos das plantas mais evoluídas, como aquelas que, geralmente, costumamos cultivar, mas a distinção, até mesmo aqui, poderá ser, de certo modo, algo arbitrária e, por vezes, enganadora.

Algas


Na realidade, esses órgãos não ocorrem, como tais, em plantas menos evoluídas, caso em que só podemos denominar talo o corpo da planta, achatado ou lobado, caso das algas hepáticas, ou não, como certos fungos, ou de micélio, os cordões filamentosos brancos de fungos. Além disso, embora as plantas não se movam com as suas raízes, há muitas delas que têm um ou mais estágios simples nas suas vidas em que se podem mover por meio de estruturas representadas por filamentos vibráteis chamados flagelos. Por outro lado, também podemos encontrar em muitas folhas e nas armadilhas para capturar animais, que existem nas plantas carnívoras (*).

Da mesma forma, também temos exceções no que se refere à caraterística geral da parede de célula em certo número de plantas simples, em que elas são nuas, se apresentam a descoberto, ou em parede não é, conforme a regra, composta principalmente de celulose.

Tendo no pensamento essas dificuldades na definição de uma planta, podemos dizer, entretanto, que as verdadeiras plantas incluem as algas, os musgos e as hepáticas, fetos e seus semelhantes, coníferas e plantas de flores.

Amanita Muscaria (Família dos Fungos)

As bactérias, os fungos e os vírus têm muitas caraterísticas inteiramente divorciadas das que se apresentam nas verdadeiras plantas. Os fungos, por exemplo, estão sendo considerados, como pertencentes a um terceiro reino, já que não são plantas, nem animais. Todavia, estão mais perto, provavelmente, das plantas do que dos animais. Os vírus, por outro lado, são objeto de controvérsia, e não se sabe se devem ou não ser considerados seres vivos.

(*) Plantas carnívoras, existem quatro famílias principais destas plantas: Nepenthaceae, Sarraceniaceae, Droseraceae e Lentibulariaceae. São extremamente distintas entre si com respeito às estruturas reprodutivas, o que indica que podem ter evoluído paralelamente, e que sua habilidade de capturar e digerir seja uma convergência evolutiva. Entretanto, algumas estratégias de captura são similares, como nos animais.

Nsibyusm

Nepenthaceae: Possuem na ponta de suas folhas estruturas semelhantes a jarros, sendo na verdade continuações da própria folha modificadas, com as bordas do limbo unidas formando uma ânfora. Sobre a abertura desta ânfora encontra-se uma estrutura semelhante a uma "tampa", normalmente colorida, servindo de proteção estática para que a armadilha não se encharque. Isso faz com que apenas uma porção de líquido encontre-se em seu interior, e é neste líquido que insetos, aranhas, e mesmo pequenos pássaros ficam presos ao escorregarem para dentro do tubo - atraídos pelas cores e pelo brilho de glândulas situadas na base da tampa. Uma vez dentro, uma parede cerosa e pelos no interior da folha voltados para baixo, evitam que esta possa ser escalada, e ali os animais são digeridos.

Esta família possui algumas das maiores espécies de plantas carnívoras e tem a forma de uma trepadeira (sendo que a estrutura entre a folha e a armadilha atua na sustentação da planta, de maneira análoga às gavinhas das videiras).

Sarraceniaceae

Sarraceniaceae: Esta família consiste de plantas carnívoras com folhas saindo de um rizoma subterrâneo, folhas estas unidas pelas bordas formando um comprido jarro, semelhante à família Nepenthaceae. Compreende os gêneros Sarracenia, Darlingtonia (ambas naturais da América do Norte) e Heliamphora (natural da América do Sul). Encontradas na sua maioria em climas temperados, as plantas entram em um período de dormência nas épocas mais frias do ano.

Algumas espécies de aranhas-caranguejos podem viver em suas armadinhas para caçar suas presas, mas como apenas sugam os fluidos dos insetos. Assim nem a planta nem a aranha saem prejudicadas.

Droseraceae Dionaeas

Droseraceae: é uma família de plantas angiospérmicas (plantas com flor - divisão Magnoliophyta), pertencente à ordem Caryophyllales. A ordem à qual pertence esta família está por sua vez incluida na classe Magnoliopsida (Dicotiledôneas): desenvolvem portanto embriões com dois ou mais cotilédones.

A família abriga os gêneros Drosera, Dionaea e Aldrovanda (Aldrovanda vesiculosa). As plantas do género Drosera, o único da família com mais de uma espécie, possuem tricomas glandulares ("tentáculos") que recobrem principalmente suas folhas e que, ao secretarem uma substância pegajosa, atraem suas presas. Estas ficam aprisionadas nas armadilhas adesivas onde morrem e são lentamente digeridas, tendo os nutrientes de seus corpos absorvidos pela superfície das folhas. O género Dionaea é composto apenas pela espécie Dionaea muscipula, a popular "papa-moscas".

Lentibulariaceae

Lentibulariaceae: O gênero Pinguicula pertence à família Lentibulariaceae, mas possui estratégia parecida com as Drosera. Esta família também possui estratégias passivas e ativas. Em Utricularia, gênero de plantas basicamente aquáticas, a maior parte das folhas (senão todas) são submersas e extremamente modificadas em filamentos muito ramificados.

Utricularia

Em alguns pontos destes filamentos, encontram-se pequenas câmaras vazias, seladas por uma válvula e guarnecidas de pelos. Larvas ou animais planctónicos, ao encostarem nesses pelos, detonam um processo semelhante ao da Dionaea, abrindo a válvula e provocando uma súbita corrente de água para o interior das câmaras, carregando o animal consigo, onde ele será digerido.

Além destas quatro famílias, há plantas carnívoras menos conhecidas em outras famílias:

Cephalotaceae é uma família cuja única espécie é Cephalotus follicularis. Esta espécie possui uma elaborada, mas pequena, armadilha do tipo ânfora (uns poucos centímetros no máximo), e está restrita ao sudoeste da Austrália.

A família Drosophyllaceae inclui o Drosophyllum lusitanicum, uma planta carnívora endêmica de Portugal, Espanha e norte de Marrocos.

Drosophyllum Lusitanicum

Os membros da família Byblidaceae, pertencentes ao género Byblis , possuem armadilhas similares às de Drosera e Drosophyllum.

Algumas espécies de Bromeliaceae, como a Brocchinia reducta e Catopsis berteroniana são reconhecidamente carnívoras. Bromélias são monocotiledôneas, e como são naturalmente plantas coletoras de chuva pela forma de sua folhagem, e muitas espécies são epífitas e coletam detritos (Bromélia tanque), não é de se espantar que algumas tenham desenvolvido um hábito em direção à carnívora ao adicionar cera, glândulas digestivas e pelos voltados para baixo à sua estrutura.

Bromeliaceae

Como a maioria das carnívoras, Cephalotus e bromélias carnívoras são encontradas em regiões de solos pobres (ou com deficiência de nutrientes, como ocorre com as bromélias epífitas), alta luminosidade, muita umidade e incêndios naturais regulares ou outras perturbações do habitat.

Elas realizam a fotossíntese, mas mesmo assim precisam se alimentar de animais pequenos para suprir suas necessidades biológicas, esses insetos possuem nitrogênio, muito importante para a planta, e a fotossíntese fica responsável pelos açúcares.

Triphyophyllum

A família Dioncophyllaceae abriga o género monoespecífico Triphyophyllum (T. peltatum), considerada atualmente a maior das plantas carnívoras.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

sábado, 20 de julho de 2013

BORBOLETAS

Borboletas
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro


Borboleta, é nome usual dos insetos lepidópteros (*), diurnos e noturnos, que têm quatro asas cobertas de escamas finas de cores mais ou menos brilhantes e de que há inúmeras e belíssimas espécies.

(*) "Lepidópteros, é uma ordem de insetos muito diversificada, que inclui as borboletas e um grupo chamado de traças em Portugal ou mariposas no Brasil. O grupo inclui insetos com dois pares de asas membranosas cobertas de escamas e peças bucais adaptadas a sucção. 

O ciclo de vida dos lepidópteros é holometabólico e engloba quatro etapas: ovo, larva (quando é especificado por lagarta), pupa (especificada como crisálida) e imago (a fase adulta). 

Existe boa diversidade de formas e comportamentos dentre os lepidópteros.

É comum em varias espécies o uso de aposematismo, mimetismo e camuflagem (tanto na fase adulta quanta na larval) como meios de defesa contra predadores. 

Algumas também apresentam toxinas no corpo, sendo que no caso de algumas lagartas esta pode ser "injetada" em seus atacantes por meio de cerdas que o animal possui no dorso.

Algumas espécies possuem um tempo de vida extremamente curto quando chegam à fase adulta, em muitos casos apenas o necessário para a reprodução.

Geralmente nestes casos, o animal adulto nem sequer se alimenta, possuindo o aparelho bucal atrofiado, sendo que acumulam toda a energia necessária para viver durante o estagio larval.

As espécies que se alimentam na fase adulta o fazem através da sucção de líquidos, geralmente o néctar de flores ou o sumo de frutos em decomposição.

Muitas espécies têm grande importância na polinização de diversas plantas.

A borboleta é considerada um símbolo de ligeireza e de inconstância, de transformação e de um novo começo. A psicanálise moderna vê na borboleta um símbolo de renascimento.

No Japão, a borboleta é um emblema da mulher, por ser graciosa e ligeira.

A felicidade matrimonial é representada por duas borboletas (masculino e feminino). Essas imagens são muitas vezes utilizadas em casamentos.

Borboleta é um termo comum da zoologia, denominação recorrente que designa os exemplares da ordem de insetos dos lepidópteros.

As características das borboletas em seu estado adulto são três pares de patas (como grande parte dos insetos) e dois pares de asas cobertas de escamas de cores variadas dependendo das espécies.

As borboletas põem ovos que dão origem a larvas chamadas pupas. Estas ultimas produzem a seda e formam depois um casulo ou crisálida, que se transformará numa borboleta.

O termo grego psyche tinha dois significados originalmente. Um deles era alma e o outro, borboleta, que simbolizava o espírito imortal! Na mitologia grega, a personificação da alma é representada por uma mulher com asas de borboleta. Segundo as crenças gregas populares, quando alguém morria, o espírito saia do corpo como uma forma de borboleta.

A vida das borboletas começa com os ovinhos. Uma borboleta é capaz de pôr até 500 ovos, do tamanho da cabeça de um alfinete. Depois de pôr os ovos, a borboleta morre.

Do ovo, posto numa folha de árvore, nasce uma pequena larva que se alimenta comendo as folhas onde se encontra.

A medida que vai comendo, vai crescendo, até transformar-se numa lagarta que começa a produzir uns fios de seda parecidos com uma teia de aranha.

Um por um ela vai tecendo esses fios até formar um casulo que fica pendurado num galho.

A lagarta fica dentro deste casulo, que mais parece uma folha seca e morta, pendurada, pronta para cair.

Durante este período, ela vai se transformando, até que, após duas ou três semanas, algo estranho começa a acontecer.

O casulo vai sendo rompido, e dali sai uma linda borboleta, movendo todas as partes do seu corpo, para conseguir se libertar.

A lagarta, enquanto estava encolhida no seu casulo, deixou-se transformar numa borboleta para continuar a vida.

A borboleta, bela, colorida, cheia de vida, vai, como que em forma de dança, voando de flor em flor, misturando-se com o colorido e a vida das flores. Como se não bastasse a vida que ela representa, ainda promove a vida, pois na dança, à procura do néctar, a borboleta facilita o contato entre as plantas, realizando a polinização.

A metamorfose das borboletas é simbolizada da seguinte forma: a crisálida é o ovo que contém a potencialidade do ser e a borboleta que sai dele é um símbolo de ressurreição. Também pode ser vista como a saída do túmulo.

Jesus caminhou em direção à morte, como a lagarta que constrói o casulo. Ele também sofre e morre, mas, após alguns dias, causa espanto e alegria com a sua ressurreição, assim como a lagarta que se transforma em borboleta, causando impacto de vida em meio à natureza.

A ressurreição foi algo totalmente novo e inesperado. Ela revela o poder de Deus que vence a cruz e traz esperança às pessoas que têm fé.

Deus ressuscitou seu filho, para demonstrar que é Deus dos vivos e que quer a vida. A ressurreição de Cristo nos fortalece e nos leva a crer na possibilidade da transformação da vida de cada pessoa, da minha própria vida.

Como a borboleta, depois de receber uma nova vida, vai visitar as flores e levar o pólen de uma à outra, assim Deus, a partir da ressurreição, nos motiva a sermos solidários e agirmos em favor do próximo, não sendo lagarta que, ao comer, destrói a planta, mas sendo borboleta, que se lambuza com o néctar e o pólen, ajudando na continuidade da vida.

As borboletas, panapanás ou panapanãs, são insetos da ordem Lepidóptera classificados nas superfamílias Hesperioidea e Papilionídea, que constituem o grupo informal "Ropalócera".

Como outros insetos de holometabolismo, o seu ciclo de vida consiste em quatro fases: ovo, larva, pupa e imago (adulto). Os fósseis mais antigos conhecidos de borboletas são do meio do Eoceno, entre 40-50 milhões de anos atrás.

As borboletas demonstram polimorfismo, mimetismo e aposematismo.

Algumas, como a Borboleta-Monarca, migram longas distâncias. Algumas borboletas desenvolveram relações simbióticas e parasíticas com insetos sociais tais como as formigas.

Algumas espécies são pestes, pois enquanto larvas podem danificar culturas ou árvores; porém, algumas espécies são agentes de polinização de algumas plantas e as lagartas de algumas borboletas (e.g. as da subfamília Miletinae) comem insetos nefastos.

Culturalmente, as borboletas são um tema popular nas artes visuais e literárias.

As Borboletas do gênero Morpho conhecidas popularmente como Borboletas Azuis, estão entre as mais belas do mundo, são encontradas na Região Neotropical principalmente nas florestas tropicais da América do Sul.

São grandes Borboletas das matas, com asas pesadas, de escamas azuis irisadas, que são verdadeiras obras primas da natureza.

Eram adoradas religiosamente pelos Astecas e Incas. Para os Astecas e Incas, as selvas onde se desenvolviam esses insetos eram as antecâmaras celestes.

Na realidade o tom azul não é natural, as escamas da Morpho são pardas ou ocres, mas a luz, ao penetrar nos alvéolos cheios de ar que atapetam as escamas, produz, pela decomposição de espectro luminoso, tonalidades azul-turquesa ou cobalto, acetinadas e metálicas.

Há cerca de 180.000 espécies de lepidópteros, classificadas em 127 famílias. Destas, seis estão em perigo crítico de extinção, 36 estão ameaçadas e 116 são consideradas vulneráveis.

Sistematicamente, a ordem é dividida em quatro subordens: Zeugloptera, Dachnonypha, Monotrysia e Ditrysia. Informalmente a ordem é dividida em dois grupos: Ropalócera (borboletas) e Heterocera (traças/mariposas).

As 127 famílias se agrupam em 44 superfamílias de lepidópteros, das quais apenas duas (Hesperioidea e Papilionoidea) são consideradas Ropalócera (borboletas), o que corresponde a cerda de 12% (cerca de 22.000 espécies). 

As seguintes famílias são consideradas como borboletas: Hesperiidae, Papilionidae, Pieridae, Nymphalidae, Lycaenidae e Riodinidae. As restantes são designadas por traças/mariposas.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

domingo, 7 de julho de 2013

GAFANHOTOS


Gafanhotos

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Embora os gafanhotos existam em massa atualmente, eles sumiram da face da Terra por um curto período de tempo. Entre 1873 e 1877, um enxame de enormes gafanhotos devastou plantações em todo o centro-oeste dos EUA, causando um prejuízo de centenas de milhões de dólares. Pouco menos de 3 décadas de depois, esses gafanhotos foram extintos.

Os fazendeiros organizaram um exército para aniquilar todos esses insetos do mundo? Certamente não. Alguns pesquisadores acreditam que a extinção desses gafanhotos foi causada por grandes mudanças ambientais. Mas o mais provável é que os ovos de gafanhotos tenham sucumbido a irrigação e aração usada pelos fazendeiros após a destruição das plantações.

Os gafanhotos são ortópteros (Orthoptera, do grego orto - pteros, asas retas) são uma ordem de insetos que possuem as asas superiores retas e coriáceas, recobrindo as asas inferiores mais largas, dobradas no seu sentido longitudinal.

Tais insetos possuem pernas posteriores longas e possantes, apropriadas para saltar, o aparelho bucal e mastigador. Pertencem a esta ordem os insetos conhecidos popularmente como grilos, gafanhotos, esperanças e paquinhas. Esses insetos possuem o terceiro par de pernas do tipo saltatorial, sendo esse o caráter que os separa das demais ortopteróides (baratas, louva-a-deus e bichos-paus).

O primeiro par de asas é tégmina, utilizadas para proteção, e o segundo par é de asa membranosa utilizada para voo. O gafanhoto salta no ar e usa as asas para deslizar e monitora o voo com receptores localizados na carapaça que reveste seu corpo. Esses receptores captam as distorções no invólucro do corpo quando o gafanhoto voa. Há no mínimo 148 pares de receptores em cada lado do corpo do gafanhoto. Detectando o esforço e o movimento, eles garantem a distribuição homogênea da atividade muscular e mantêm o inseto voando de forma nivelada. 

O aparelho bucal é do tipo mastigador, ou seja, sem modificações das peças bucais.

As antenas são filiformes ou setáceas, o comprimento das antenas são características utilizadas para identificar algumas famílias, O primeiro par de pernas pode ser ambulatorial ou fossorial.

A reprodução é geralmente sexuada e a maior parte das espécies é ovípara, embora existam espécies partenogenéticas.

O desenvolvimento é por hemimetabolia (ovo, ninfa, adulto), o desenvolvimento das asas é do tipo exopterigota, sendo observado a teca alar nas formas jovens.

O protórax é o segmento torácico mais desenvolvido, o abdome é séssil com 11 urómeros. As fêmeas podem apresentar ovipositor longo com aspeto de lâminas ou cilíndrico, porém há espécies com ovipositor muito curto. Algumas espécies possuem cercos longos. A maioria dos ortópteros apresenta tímpanos (órgãos auditivos) localizados de cada lado do primeiro urómeros ou na base das tíbias anteriores.

A maioria dos ortópteros produzem sons, o canto desses insetos é conseguido por estridulação, ou seja, atritando uma parte do corpo contra a outra. Em geral, somente os machos possuem órgãos estridulatórios. O gafanhoto macho cricrila friccionando as minúsculos grampos das pernas traseiras contra uma veia espessa e enrijecida da asa dianteira. Cada espécie de gafanhoto tem seu canto próprio, determinado pela distribuição dos grampos e o ritmo em que são friccionados. O número de grampos também varia de 80 a 450 por perna.

Os ortópteros em geral são de hábitos terrestres e fitófagos, sendo algumas espécies pragas de gramíneas, hortaliças, mudas de cafeeiro, de eucalipto, milho, citros, folha do algodão, arroz, soja, pastagens, alfafa, etc., comendo as plantas verdes.

O gafanhoto do deserto durante séculos tem sido uma praga, uma espada de Dâmocles que paira sobre a humanidade, contra a qual é utópico pensar que a tecnologia de hoje serve para prever onde e quando ele vai cair. Já no primeiro século, o naturalista romano Plínio escreveu sobre o pior dos casos, havia conhecido de devastação e morte causada por gafanhotos.

Para encontrar referências a gafanhotos idosos devem voltar a dois mil anos e remetem para a narrativa bíblica que descreve como uma gigantesca nuvem de criaturas vivas que comia de tudo em seu caminho, destruindo completamente as plantações. A história contada na Bíblia chegou a ser posta em causa. Parecia ser uma lenda terrível demais para ser real. Hoje sabemos que esta história não faz nada além de descrever uma realidade que tem sido repetido muitas vezes na história da humanidade.

Enxames de gafanhotos concentram dezenas de milhões de indivíduos por quilômetro quadrado e enterram sob a sua sombra muitos quilômetros quadrados de área de terra.

Um gafanhoto adulto pesa aproximadamente duas gramas em algumas espécies menores e em outras espécies variam entre dez e trinta gramas e todos comem o equivalente a seu peso na alimentação diária. Assim é possível perceber o estrago que uma nuvem de gafanhotos provoca ao atacar determinada plantação ou floresta.

A Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas, FAO, confirmou que uma fração de um enxame típico pode comer tanta comida em um dia tanto quanto 2.500 pessoas pdem consumir. A África, por seu clima e por haver grandes enxames depositando seus ovos que dormem na areia, apenas esperando o momento ideal para eclodir, durante séculos tem sido a fase que esta praga tem se tornado uma constante para os países do continente. Mas a África é o único continente sob constante ameaça. Os gafanhotos podem mover-se até 200 milhas em um dia e chegar a áreas que podem estar até 2.000 metros acima do nível do mar.

No entanto, não é seguro confiar em normas, gafanhotos atingiram, entre 2005 e 2007, o vale de Zanskar na Índia, o qual está localizado a 3.500 metros. O vale fica coberto de gelo de Novembro a Maio, sendo quase isolado, o que sugere que o inseto já tenha (se não sempre teve) a capacidade de suportar temperaturas extremamente frias.

Durante a peste de 1887 foram encontrados alguns exemplares em enxames em lugares distantes de seu habitat, como Roma, na Itália; em 1941 foi em Saragoza, na Espanha e no mesmo país que se encontrou o inseto na Extremadura, em 1956.

As Américas viveram seus efeitos devastadores em várias ocasiões, acredita-se que os insetos vieram voando sobre o Atlântico, numa viagem de apenas 10 dias.

Os ataques de gafanhotos desde o século XX têm sido repetidos nos períodos 1926-34, 1940-48, 1949-63, 1967-69 e 1987-89. O enxame que atingiu o continente Africano entre 1987 e 1989 resultou em uma perda, após vários anos de intensa luta, de mais de 300 milhões de dólares.

No XXI, a última praga de 2004 destruiu apenas na Mauritânia, mais de um milhão de hectares de terras cultivadas. Afetados Sahel, na África ocidental, norte do Egito, Jordânia e Israel, zonas onde os gafanhotos vieram pela primeira vez em 50 anos.

Elas variaram do Marrocos, Cabo Verde e chegaram às Ilhas Canárias, Portugal e Creta. O enxame principal abrangia cerca de 230 km de extensão e 200 metros de largura, avaliado em 69.000 milhões de gafanhotos.

Conforme registrado pela FAO, para conter e controlar a praga foi preciso uma tarefa empreendida por 20 países que ultrapassou 400 milhões de dólares e as perdas das lavouras foram estimadas em 2,5 milhões.

Vejam os dois vídeos abaixo que falam sobre os efeitos de uma praga de gafanhotos:





Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal